Não sei que raio problema tenho - só sei que tenho tendência a estragar um bocadinho tudo o que seja perfeito. E pronto, depois ouço daquelas coisas: "és tão mázinha", "és mesmo a insensível". E não sou nada, juro que não. Mas coisas perfeitas não dão para mim, vá-se lá saber porquê. Isto porque, gaja que sou, devia era andar por aí à procura do príncipe encantado e da história que pudesse contar e que não incluísse um único defeito - mas não, agora que o meu campo amoroso está mais estável do que nunca e até me posso gabar de não ter nada de que me queixar, ando assim armada em parva. E sou, às vezes consigo ser mesmo parvinha.
Mostrar mensagens com a etiqueta relationships. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta relationships. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Das bebedeiras.

A melhor coisa que podias ter feito era dar-me aquele abraço. Tinha saudades tuas, essa é a verdade. Por muito tempo que passe, a tua amizade vai ser sempre importante para mim. E também eu sinto falta das nossas tardes, das conversas que tínhamos e do contacto, da cumplicidade que costumávamos manter. Sinto falta de fugir e agarrar um cigarro às escondidas contigo, de sermos três a ir às compras e acabarmos com segredos que nunca mais esquecerei. Não penses que foi fácil para mim. Manter toda esta distância, perder a confiança, quebrar laços tão fortes; não foi. Chorei muito por tua causa, e tudo o que acabou por acontecer ainda hoje me magoa muito. E por isso às vezes ainda me encontres frio o olhar, ainda pressintas a estranheza na voz e a distância nos meus passos - vai continuar a acontecer. Por muito que queira, por vezes só consigo contemplar a imagem dele em vez da tua, ainda me trazes todas as duras recordações, as que tanto quero afastar e esquecer. E daí que me sinta na necessidade de te dizer que nada entre nós vai voltar a ser como era: as coisas mudaram, inclusive muito de mim e do que sou, tal como tu. Não podemos simplesmente voltar a ser as mesmas, eu não acordo de repente e sinto que tudo está como era. Mas eu quero realmente pôr tudo atrás das costas, fechar esse capítulo da minha vida. Agora estou a abrir um novo, e sinto-me tão bem nesta nova fase - no entanto, gostava que pudesses também fazer parte dele. Gostava de poder ter-te ao meu lado e confiar-te desabafos, como costumávamos fazer. Eu também sinto a tua falta e às vezes também eu quero embebedar-me para te falar como antigamente. Mas sinto que aos poucos podemos reconstruir tudo, do nosso jeito e sem pressas. Talvez. De qualquer das formas, espero que saibas que ouvir-te dizer todas aquelas coisas, enquanto as tuas lágrimas se agarravam bruscamente ao meu ombro, me fez muito bem. Porque também eu tinha saudades tuas.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Secret Thoughts #1
Acho que me estou a apaixonar. Mas tenho medo de o dizer em voz alta porque ainda é tão cedo e eu realmente não quero. E depois estás aqui mas é como se não estivesses, porque não te posso abraçar, não to posso dizer. Nem quero que o percebas... não quero que o vejas nos meus olhos ou que o pressintas na minha voz. E por isso não sei o que fazer: preciso sempre de medir as palavras, de ter atenção aos meus braços para que não agarrem os teus, de não te olhar durante demasiado tempo para não correr o risco de me apetecer beijar-te, para não sorrir de cada vez que proferem o teu nome.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Diz-me

Temo confundir-te os sentimentos, interpretar-te incorrectamente gestos e palavras. A certas alturas sinto que te quero interromper, parar o momento, pedir-te explicações minuciosas sobre cada aceno, cada mover de lábios, cada olhar, cada balancear da cabeça ou de corpo; e por isso dou por mim a fazer um colossal esforço de memória para te recordar com outra rapariga, comparar-te expressões e trejeitos, maneiras de estar. Já não sei quando dar razão à consciência: diz-me, ainda que raramente para ser sincera, que me desejas tanto ou mais quanto te desejo, e tal afirmação surge-me com tanta força que chego realmente a acreditar; mas a maioria dos meus dias é preenchida com o seu oposto, grita-me em modos desesperados que tamanha amizade não se arrisca por meros instantes de paixão, ainda que se venham a tornar mais frequentes. Diz-me tu, porque não aguento mais viver nesta incerteza, se devo a todo o custo arrancar-te do pensamento.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Heavier things

Continuo a representar este papel, porque não sei realmente o que fazer quanto te tenho ao meu lado. Devo segurar-te a mão? É suposto sentir-me demasiado confortável entre os teus braços, quando acidentalmente me abraças? E se desejar beijar-te quando por raras vezes te zangas? É que não consigo parar de te olhar, enquanto me conduzes a casa, como se te quisesse já perceber os traços do rosto, o teu sorriso por inteiro, como se não pudesse perder-te o olhar por um único segundo.
Às vezes gostava que me lesses, que te visses a ti próprio por entre estas palavras que tão desesperadamente te dirijo. Falta-me a coragem de te falar, de te olhar com a paixão que de tempos a tempos ainda te sinto. Não compreendes? O que me pesa no sono é a tua ausência, a falta desses teus beijos que nunca tive tempo de apreciar; o que me pesa no sono é o facto de não saber lidar com a tua presença; de te saber por perto sem me recordar da forma das tuas mãos juntas com as minhas. Pesa-me não saber o que esperar de ti.
Às vezes gostava que me lesses, que te visses a ti próprio por entre estas palavras que tão desesperadamente te dirijo. Falta-me a coragem de te falar, de te olhar com a paixão que de tempos a tempos ainda te sinto. Não compreendes? O que me pesa no sono é a tua ausência, a falta desses teus beijos que nunca tive tempo de apreciar; o que me pesa no sono é o facto de não saber lidar com a tua presença; de te saber por perto sem me recordar da forma das tuas mãos juntas com as minhas. Pesa-me não saber o que esperar de ti.
domingo, 11 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
I wish #1

Gostava de conseguir inovar-te; de construir-te as mãos e semear-te a esperança; gostava de desenhar-te os lábios; de organizar-te o coração; de fabricar-te sentimentos e de traçar-te caminhos; gostava de reinventar-te o perfume e mudar-te o aroma. Gostava de transformar-me contigo; de delinear-me o corpo de forma a encaixar-se com o teu; edificar-te um sorriso. Gostava de te transpor, de te levar comigo para uma dessas histórias feitas contos de fadas.
Gostava de escrever-nos.
Gostava de escrever-nos.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Nothing lasts forever
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Strange Feeling
terça-feira, 25 de maio de 2010
'me and you'
quarta-feira, 19 de maio de 2010
maybe we could (...)

Dou por mim, de vez em quando, a desejar mudar-te. A pegar em cada bocadinho de ti e moldar-te à minha feição - encaixar-te em mim na perfeição. Depois talvez pudesses apaixonar-te por mim; e eu por ti. Depois de te encaixares em mim, de compreenderes e preencheres as imensas lacunas que em mim se foram criando. Talvez pudéssemos então, de certa forma, estabelecer as tais relações de simbiose: tu em mim, ocupando cada um dos espacinhos vazios que me atormentam a alma e me danificam a personalidade; e eu em ti, abrindo o teu coração ao mundo e dando-te a conhecer, possivelmente, o meu amor. Só aí adormeceria nos teus braços e, disto tenho a certeza, ficaria tudo bem.
Parece fácil. Mas não é - não sou, não somos; ainda que às vezes o deseje.
Parece fácil. Mas não é - não sou, não somos; ainda que às vezes o deseje.
(...) não podemos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
why?
Não sei se ainda te espero. Não sei se já te virei as costas; a ti e a nós. Não sei nada. Tenho tantas certezas às vezes, mas passa tudo tão rápido - voltas tão rápido. Porque voltas se apenas desejo que partas? Porque continuam as tuas palavras, as nossas discussões, a ressoar na minha cabeça? Porque não me deixas seguir em frente? Sai da minha vida, de vez. As nossas memórias são, por si só, dolorosas e fartas; porque razão tem então a tua imagem e a nossa imagem de se lhes juntar? Acaba com os nossos sítios. Deixa-me voar para qualquer lado sem ter de me recordar obrigatoriamente de ti. Acaba com as hesitações que me impuseste com todos os teus olhares zangados. Deixa-me seguir em frente e experimentar outras sensações. Magoaste-me tanto que não sei mais se existe espaço para que um outro alguém me magoe. E sabes uma coisa? Às vezes, no meu íntimo, desejo que um outro alguém me magoe - talvez assim deixe de lembrar-me que tu o fizeste para me lembrar que outro ele o fez. Talvez assim perceba que podem vir a existir outras pessoas para além de ti. Acaba só com a recordação de que um dia existimos. Acaba, porque me dificultas tanto, ainda, a vida. Deixa-me desistir do nosso passado. A parte do futuro ultrapassei já há muito tempo.
terça-feira, 27 de abril de 2010
mirror
Estávamos a meio da aula de Biologia, altura em que a voz do professor soa como uma música de embalar nos meus ouvidos, quando me chegou isto às mãos, em forma de bilhete:
"Aprendi a sobreviver na tua ausência... A ânsia que tomava conta de mim quando desaparecias, também ela desapareceu contigo, e o medo de te perder, evaporou assim como qualquer sentimento do amor que por ti sentia... Não, já não te amo, já deixei de te amar e deixei de ver a pessoa que queria que tu fosses. Deixei de me agarrar tão fortemente à ideia que tinha de ti e que derreteu tão facilmente nos meus braços depois do que proferiste!
Aprendi a sobreviver na tua ausência... Porque eram tantas as vezes em que estavas ausente, aliás, acho que nunca chegaste a estar presente, mesmo de todas as vezes que estavas perante mim eu sabia que não estavas comigo, estavas com ela, com a outra...
Aprendi a sobreviver na tua ausência.... E não só sobreviver, aprendi finalmente a viver! Já não estou na tua sombra nem sou o teu reflexo, se alguma vez o fui...
A verdade é que deixei de estar apaixonada por ti há muito tempo, mas só agora é que deixei de te amar, porque nunca vou amar alguém que me diga tudo o que me dizias, que me tratava da maneira que tu me tratavas.
Acabou! Acabou finalmente e não quero ser tua amiga, aliás, ficaria perfeitamente e completamente satisfeita se nunca mais te visse, porque para mim tu desapareceste.Toda a pessoa que eras desapareceu e não podendo ver alguém que se pareça contigo e que não és tu, ainda sonho com o outro "tu" e ainda amo o outro "tu", e saber que ele desapareceu é o que dói mais..."
Senti-me estranha quando acabei de ler e percebi que ela se tinha inspirado na minha própria história para escrever aquele pedaço de papel, que o tinha feito como se estivesse na minha pele. É uma coisa difícil de explicar esta, lermos algo que não nos pertence e sabermos de imediato que somos as personagens principais da carta que outro alguém compôs, ainda que não outro alguém qualquer. Senti uma espécie de picada no peito, dolorosa e ao mesmo tempo, de alívio, talvez - ultrapassa-me e não sou capaz de o transpor para palavras, de qualquer das formas, este sempre foi um assunto delicado e ainda hoje me custa fazê-lo.
Acima de tudo, é uma sensação incomum. Para além de ver os meus próprios sentimentos e a experiência que vivi numa outra caligrafia que não a minha, vejo agora como sou transparente - pelo menos com os meus melhores amigos. É bom, sentir o quão bem me conheces, ao ponto de transmitires o que me vai no coração tão bem. Dá até a sensação de que eu própria o poderia ter escrito há algum tempo atrás.
Tenho de repetir e acrescentar: gosto que me conheças tão bem; afinal, vocês são a minha casa, o meu espelho. Obrigada Eve, pelo texto que, by the way, está lindo.
"Aprendi a sobreviver na tua ausência... A ânsia que tomava conta de mim quando desaparecias, também ela desapareceu contigo, e o medo de te perder, evaporou assim como qualquer sentimento do amor que por ti sentia... Não, já não te amo, já deixei de te amar e deixei de ver a pessoa que queria que tu fosses. Deixei de me agarrar tão fortemente à ideia que tinha de ti e que derreteu tão facilmente nos meus braços depois do que proferiste!
Aprendi a sobreviver na tua ausência... Porque eram tantas as vezes em que estavas ausente, aliás, acho que nunca chegaste a estar presente, mesmo de todas as vezes que estavas perante mim eu sabia que não estavas comigo, estavas com ela, com a outra...
Aprendi a sobreviver na tua ausência.... E não só sobreviver, aprendi finalmente a viver! Já não estou na tua sombra nem sou o teu reflexo, se alguma vez o fui...
A verdade é que deixei de estar apaixonada por ti há muito tempo, mas só agora é que deixei de te amar, porque nunca vou amar alguém que me diga tudo o que me dizias, que me tratava da maneira que tu me tratavas.
Acabou! Acabou finalmente e não quero ser tua amiga, aliás, ficaria perfeitamente e completamente satisfeita se nunca mais te visse, porque para mim tu desapareceste.Toda a pessoa que eras desapareceu e não podendo ver alguém que se pareça contigo e que não és tu, ainda sonho com o outro "tu" e ainda amo o outro "tu", e saber que ele desapareceu é o que dói mais..."
Eve
Senti-me estranha quando acabei de ler e percebi que ela se tinha inspirado na minha própria história para escrever aquele pedaço de papel, que o tinha feito como se estivesse na minha pele. É uma coisa difícil de explicar esta, lermos algo que não nos pertence e sabermos de imediato que somos as personagens principais da carta que outro alguém compôs, ainda que não outro alguém qualquer. Senti uma espécie de picada no peito, dolorosa e ao mesmo tempo, de alívio, talvez - ultrapassa-me e não sou capaz de o transpor para palavras, de qualquer das formas, este sempre foi um assunto delicado e ainda hoje me custa fazê-lo.
Acima de tudo, é uma sensação incomum. Para além de ver os meus próprios sentimentos e a experiência que vivi numa outra caligrafia que não a minha, vejo agora como sou transparente - pelo menos com os meus melhores amigos. É bom, sentir o quão bem me conheces, ao ponto de transmitires o que me vai no coração tão bem. Dá até a sensação de que eu própria o poderia ter escrito há algum tempo atrás.
Tenho de repetir e acrescentar: gosto que me conheças tão bem; afinal, vocês são a minha casa, o meu espelho. Obrigada Eve, pelo texto que, by the way, está lindo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
storms
Odeio quando as pessoas não me compreendem. Odeio que me façam sentir mal com coisas desnecessárias; com "tempestades em copos de água". E odeio ainda mais quando a seguir se fazem de desentendidos: façam-se homens por favor.
Não dar toda a minha atenção a uma só coisa (ou pessoa) não é um sinal de que deixei de gostar ou de me preocupar. Não gosto que se vinguem com silêncio, falem-me, bem ou mal.
Não dar toda a minha atenção a uma só coisa (ou pessoa) não é um sinal de que deixei de gostar ou de me preocupar. Não gosto que se vinguem com silêncio, falem-me, bem ou mal.
Posso voltar a ter oito anos, por favor? Para zangar-me e "fazer as pazes" em cinco minutos?
Etiquetas:
coisas-que-faço-e-que-sou,
my-people,
relationships
sexta-feira, 9 de abril de 2010
lack of... something
Sinto-me quase como se estivesse apaixonada de novo (não estou vá, só se for pela vida). Ainda sinto a tua falta mas acho que já não me pesas; quero acreditar que sim.
Soa tudo um bocado a falta de juízo, não é? Tanto venho cá escrever-te a dizer que te esqueci, como venho cá para te dizer o quanto me fazes falta. Mas é tudo verdade: há dias em que te aprisiono, não intencionalmente, no pensamento, tanto que chegas a pesar-me e cansas-me; magoas-me. No entanto, às vezes acordo e dou por mim a perceber que não tenho porque estar assim: vivemos a nossa história, as coisas não correram como eu queria, mas deveria estar feliz porque te amei e porque me fizeste crescer e ver as coisas como não achava possível. Sim sim sim, sofri imenso por tua causa, cheguei ao ponto de achar que nunca recuperaria de um "desastre desolador" como foi o terminar da nossa relação; mas se não tivesses preenchido a minha vida durante o início do meu despertar para a adolescência, talvez continuasse a fazer os mesmos disparates. Apesar de todas as lágrimas que derramei por nós, juntos e separados, foste tu quem me ensinou a perder o medo de desiludir alguém, de evitar certos comentários ou atitudes só porque "ele pode não gostar, ou até perder o interesse"; não vale a pena e agora sei que a única coisa que posso e devo realmente oferecer numa relação é honestidade e o meu verdadeiro eu. Foi contigo que provei o meu primeiro swirl, e desde aí fiquei obcecada e, admito, não consigo ir até ao bragaparque e não parar para comer um. Foi contigo que aprendi a amar e a aceitar os defeitos do outro como parte dele. No entanto, foi contigo também que aprendi a ter limites; mas isto só no fim, só depois de ter batido vezes e vezes sem conta, só depois de estar já a parede desmoronada e não haver onde bater com a cabeça: descobri que, por muito que se ame alguém, o eu deve sempre vir em primeiro lugar, não posso obrigar-me a desistir dos meus ideais e princípios, não posso ir contra a minha personalidade, não posso aceitar que me roubem a integridade e o orgulho; sim, porque contigo deixei-me humilhar durante muito tempo, enquanto calcavas o meu orgulho e me fazias esperar, sofrer e esperar que te decidisses a amar-me com tudo aquilo que isso implica.
Por isso tenho de aceitar que a nossa relação terminou, ainda a tempo de me permitir tirar algo positivo, apesar de tudo. Ainda a tempo de me deixar sentir livre em determinados dias, que vão sendo cada vez mais frequentes; porque apesar de um dia ter escrito "é mentira, o tempo não cura nada e eu ainda te amo da mesma forma ou ainda mais", o tempo cura sim, e agora dou por mim a ansiar que o tempo passe depressa, só para chegar ao ponto em que já não ocupas a minha mente, mas apenas uma parte do meu coração onde guardo as memórias e as pessoas que um dia fizeram parte de mim.
Posto isto, devo avisar que os meus lame and sad posts vão voltar; afinal de contas, se eu os deixasse de escrever, algo de muito grave se passaria.
Soa tudo um bocado a falta de juízo, não é? Tanto venho cá escrever-te a dizer que te esqueci, como venho cá para te dizer o quanto me fazes falta. Mas é tudo verdade: há dias em que te aprisiono, não intencionalmente, no pensamento, tanto que chegas a pesar-me e cansas-me; magoas-me. No entanto, às vezes acordo e dou por mim a perceber que não tenho porque estar assim: vivemos a nossa história, as coisas não correram como eu queria, mas deveria estar feliz porque te amei e porque me fizeste crescer e ver as coisas como não achava possível. Sim sim sim, sofri imenso por tua causa, cheguei ao ponto de achar que nunca recuperaria de um "desastre desolador" como foi o terminar da nossa relação; mas se não tivesses preenchido a minha vida durante o início do meu despertar para a adolescência, talvez continuasse a fazer os mesmos disparates. Apesar de todas as lágrimas que derramei por nós, juntos e separados, foste tu quem me ensinou a perder o medo de desiludir alguém, de evitar certos comentários ou atitudes só porque "ele pode não gostar, ou até perder o interesse"; não vale a pena e agora sei que a única coisa que posso e devo realmente oferecer numa relação é honestidade e o meu verdadeiro eu. Foi contigo que provei o meu primeiro swirl, e desde aí fiquei obcecada e, admito, não consigo ir até ao bragaparque e não parar para comer um. Foi contigo que aprendi a amar e a aceitar os defeitos do outro como parte dele. No entanto, foi contigo também que aprendi a ter limites; mas isto só no fim, só depois de ter batido vezes e vezes sem conta, só depois de estar já a parede desmoronada e não haver onde bater com a cabeça: descobri que, por muito que se ame alguém, o eu deve sempre vir em primeiro lugar, não posso obrigar-me a desistir dos meus ideais e princípios, não posso ir contra a minha personalidade, não posso aceitar que me roubem a integridade e o orgulho; sim, porque contigo deixei-me humilhar durante muito tempo, enquanto calcavas o meu orgulho e me fazias esperar, sofrer e esperar que te decidisses a amar-me com tudo aquilo que isso implica.
Por isso tenho de aceitar que a nossa relação terminou, ainda a tempo de me permitir tirar algo positivo, apesar de tudo. Ainda a tempo de me deixar sentir livre em determinados dias, que vão sendo cada vez mais frequentes; porque apesar de um dia ter escrito "é mentira, o tempo não cura nada e eu ainda te amo da mesma forma ou ainda mais", o tempo cura sim, e agora dou por mim a ansiar que o tempo passe depressa, só para chegar ao ponto em que já não ocupas a minha mente, mas apenas uma parte do meu coração onde guardo as memórias e as pessoas que um dia fizeram parte de mim.
Posto isto, devo avisar que os meus lame and sad posts vão voltar; afinal de contas, se eu os deixasse de escrever, algo de muito grave se passaria.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
let the end begin
Pergunto-me se ainda estaríamos juntos se - chamemos-lhe assim -este pequeno percalço não tivesse acontecido. Às vezes dou por mim a pensar se também tu te questionas sobre o futuro que havíamos planeado... tínhamos tantas esperanças, tantos sonhos; ou pelo menos quero acreditar que sim. Tenho mais do que motivos para te odiar, mas o que acontece quando te vejo... é raro ver-te, mas esta semana já é a segunda vez e, admito, senti-me perdida. De repente o espaço pareceu-me pequeno, como se as paredes e a meia dúzia de pessoas que nos separavam tivessem duplicado de tamanho, enquanto o ar escasseava e me sentia a sufocar... só queria fugir para não ter que te ver e voltar a sentir esta ferida latente que me magoa o coração. Talvez devesse lamentar-me por me ter obrigado a ficar: há muito tempo que a tua imagem não me faz bem; mas depois penso que tenho de aprender a conviver com este sentimento, que não posso fugir de cada vez que te encontro, e mais importante ainda: eu tenho de esquecer-te.
A verdade é que ainda sinto tantas saudades tuas...! Acho que já não posso dizer que te amo, porque ao contrário do que costumava acontecer, já não ocupas a minha mente durante todos os segundos do meu dia, já não dou por mim a adormecer contigo no pensamento, e já nem acordo com a impressão da tua amarga ausência. Não te amo, sinto sim a tua falta às vezes: quando certas músicas tocam; quando fico a olhar para o armário e me deparo, ainda, com o teu casaco pendurado entre os meus vestidos e camisas; quando a minha mãe, sem querer, aborda o teu nome; quando me falam em determinados sítios onde já estivemos e passámos bons momentos; ou quando abro a segunda gaveta da secretário e vejo a nossa caixinha.
A única coisa que posso continuar a fazer é fingir. Fingir que já não te desejo, que não sinto a tua falta. Talvez não seja o melhor caminho, mas é a única forma de não me sentir débil ou insegura perante a tua memória; só assim me permito acreditar que algum dia deixarás de exercer este poder sobre mim. Não vejo a hora de te deixar partir, de consentir com o nosso fim.
A verdade é que ainda sinto tantas saudades tuas...! Acho que já não posso dizer que te amo, porque ao contrário do que costumava acontecer, já não ocupas a minha mente durante todos os segundos do meu dia, já não dou por mim a adormecer contigo no pensamento, e já nem acordo com a impressão da tua amarga ausência. Não te amo, sinto sim a tua falta às vezes: quando certas músicas tocam; quando fico a olhar para o armário e me deparo, ainda, com o teu casaco pendurado entre os meus vestidos e camisas; quando a minha mãe, sem querer, aborda o teu nome; quando me falam em determinados sítios onde já estivemos e passámos bons momentos; ou quando abro a segunda gaveta da secretário e vejo a nossa caixinha.
A única coisa que posso continuar a fazer é fingir. Fingir que já não te desejo, que não sinto a tua falta. Talvez não seja o melhor caminho, mas é a única forma de não me sentir débil ou insegura perante a tua memória; só assim me permito acreditar que algum dia deixarás de exercer este poder sobre mim. Não vejo a hora de te deixar partir, de consentir com o nosso fim.
quarta-feira, 10 de março de 2010
our memories
"Some days, it takes all my time guessing why I can't figure it out
Some days, it takes all my energy just to forget about
All the memories that I'd be better off without
I believe you know me well"
Semisonic - Never you mind
Costumava acreditar com todas as minhas forças no nosso futuro... bem, hábitos são difíceis de largar, e a verdade é que acho que este é um exemplo perfeito. O tempo passa e as nossas recordações parecem não se tornar mais fáceis de suportar, aparecem (quase) com a mesma frequência de sempre, e apesar de já ser um pouco mais fácil lembrar-me de ti, continuo a sofrer desmesuradamente de cada vez que me assaltas o pensamento. E obrigo-me; a ti ou a mim, já cheguei ao ponto de confundir a quem pertence este hábito: se a ti, que repetidamente me assombras o dia, ou a mim, que como ser pensante e racional, quase aceito esta tua constante intrusão na minha vida; a pedir, por favor, ajuda-me a retrair todas estas memórias, pelo menos até ao momento em que eu estiver pronta a abrir toda a nossa história sem sentir mágoa ou tristeza, sem sentir o coração palpitar com tanta força, sem parecer que me irá saltar do peito deixando-me esmorecer sozinha, eu, e todas as lágrimas que já derramei por ti, por nós.
A verdade é que gostava, tanto, de olhar para trás e conseguir esboçar um genuíno sorriso. Não tivemos a relação "surreal" com que eu tanto sonhava, e o nosso amor passou por tantos obstáculos que agora sinto o coração comprimido e pequenino, fomos péssimos a lidar um com o outro, e havia dias em que me indagava pela razão de estarmos juntos. Mas no final, foram todos os nossos defeitos que me levaram a amar-te incondicionalmente, a apoiar certas atitudes que, agora vejo, põem em causa a minha personalidade e os valores em que acredito. O meu amor inconsciente e automático por ti dominou e domou a razão de que, pensava, ser proprietária. Era tão ingénua: não percebi o quanto me estava a comprometer. Foste o meu primeiro namorado a sério e eu ainda não sabia de que "material" era feito um namoro com um rapaz (bem) mais velho. Agora, e infelizmente pelos piores motivos, sei. Mas... quero acreditar que nem tudo foi mau. Não foi, pois não?
Alguma coisa me faz sentir tanto a falta dos dias em que ainda te tinha como meu... é disso que quero lembrar-me, que quero guardar. Quero poder sorrir, sem sentir esta espécie de buraco abrir e sugar toda a minha energia e alegria de cada vez que te vejo ou me lembro de ti. Espero um dia ser capaz de me abstrair de todo o sofrimento por que passei, porque se há coisa que tenho a certeza, é de te ter amado e de ter aprendido contigo. Honestamente, nem tudo foi mau e eu só preciso que mantenhas essa imagem, de que ainda me recordo apesar de rara, de ser feliz ao teu lado. A nossa relação passou por tanta coisa que, somando tudo, me faz desejar manter-te no coração, num cantinho que me permita continuar a minha vida sem sentir ressentimentos ou desgostos.
Eu não quero esquecer o que vivi contigo, só quero que se torne fácil e simples lembrar-nos, falar de nós. Compreendes?
Subscrever:
Mensagens (Atom)




