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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desculpa

Desculpa se às vezes te deixo com a impressão errada daquilo que sinto por ti, daquilo que me és. Não é por mal, se soubesses compreenderias. Só não faças isto comigo, não te afastes (ainda que eu o faça contigo). Odeio tanto não saber lidar comigo própria... odeio tanto ser cobarde.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

New Heart


- Conta-me. O que te vai no coração para te ver no olhar tamanho desespero?
- Sinto que acabou de fugir-me.
- Quem?
- O coração. Não o sinto mais no peito, como se de repente deixasse de existir espaço para ele.
- Disparates. O que te mantém viva então?
- Olha. Sente aqui, está vazio mas continuo a sentir latejos, e repara como são cada vez mais velozes. Acho que enlouqueceram, agora que não pertencem mais a sítio algum. E sabes? Magoam-me, parece que me dão pontapés no peito, talvez também eles queiram fugir-me, talvez pensem que não os mereço. Ganharam vida subitamente, consideram-se independentes. E sinto na garganta um nó... achas que o meu coração não me fugiu, mas apenas se desfez? Se calhar o nó na garganta são pedaços dele, sentimentos que deixou perdidos ao acaso. Que faço com eles? Não creio que a solução seja deitá-los fora, parece-me cruel e além disso acho que não serei capaz. Espalharam-se-me pelo corpo, como doenças que se multiplicam e me consomem a energia. Terei de arranjar um coração novo que possa suportá-los, e mais, que consiga também criar emoções novas e sensações novas. Acho que a culpa é minha, habituei-me a lidar apenas com coisas velhas e experiências cansadas. Não me olhes assim, a culpa também é tua, já que não me largas o pensamento durante dia algum desde que decidiste contrariar-me a razão.

I don't care

Repito isto tantas vezes para comigo mesma, passo o tempo todo a fingir que não me interessa, que não quero saber do que fazes. Tenho esperança que tanta representação me ajude a acreditar realmente nisto, como se tal se entranhasse na minha pele e me transformasse os sentimentos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Palavras em Demasia


Às vezes sinto que me foges por entre os dedos. E sabes o que mais me foge? As palavras, o tempo. E tudo o resto se esgota. Às vezes sinto que te escrevo demais - defeito meu, problema meu.

Diz-me


Temo confundir-te os sentimentos, interpretar-te incorrectamente gestos e palavras. A certas alturas sinto que te quero interromper, parar o momento, pedir-te explicações minuciosas sobre cada aceno, cada mover de lábios, cada olhar, cada balancear da cabeça ou de corpo; e por isso dou por mim a fazer um colossal esforço de memória para te recordar com outra rapariga, comparar-te expressões e trejeitos, maneiras de estar. Já não sei quando dar razão à consciência: diz-me, ainda que raramente para ser sincera, que me desejas tanto ou mais quanto te desejo, e tal afirmação surge-me com tanta força que chego realmente a acreditar; mas a maioria dos meus dias é preenchida com o seu oposto, grita-me em modos desesperados que tamanha amizade não se arrisca por meros instantes de paixão, ainda que se venham a tornar mais frequentes. Diz-me tu, porque não aguento mais viver nesta incerteza, se devo a todo o custo arrancar-te do pensamento.

sábado, 7 de agosto de 2010

Confess Myself #4

Às vezes escrevo-te mensagens que, sei, nunca terei coragem de enviar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Heavier things


Continuo a representar este papel, porque não sei realmente o que fazer quanto te tenho ao meu lado. Devo segurar-te a mão? É suposto sentir-me demasiado confortável entre os teus braços, quando acidentalmente me abraças? E se desejar beijar-te quando por raras vezes te zangas? É que não consigo parar de te olhar, enquanto me conduzes a casa, como se te quisesse já perceber os traços do rosto, o teu sorriso por inteiro, como se não pudesse perder-te o olhar por um único segundo.
Às vezes gostava que me lesses, que te visses a ti próprio por entre estas palavras que tão desesperadamente te dirijo. Falta-me a coragem de te falar, de te olhar com a paixão que de tempos a tempos ainda te sinto. Não compreendes? O que me pesa no sono é a tua ausência, a falta desses teus beijos que nunca tive tempo de apreciar; o que me pesa no sono é o facto de não saber lidar com a tua presença; de te saber por perto sem me recordar da forma das tuas mãos juntas com as minhas. Pesa-me não saber o que esperar de ti.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fear

Não sei quanto mais tempo aguentarei a balancear a corda de um lado para o outro. Não sei se deva manter-te aqui ou se o mais acertado é empurrar-te de vez para o lado de lá. Não te quero longe de mim e tenho medo de te ter demasiado perto. Medo.

sábado, 13 de março de 2010

dangerous feeling


Hoje apetecia-me obrigar-te a vir até cá e falar-te de tudo. Dizer-te como me fazes sentir e o quanto às vezes, às vezes, te olho com desejo. Submeter-te a mim.
Hoje queria que fosses meu.

sexta-feira, 5 de março de 2010

I'm stuck

Estiveste cá em casa e eu não quis beijar-te nem puxar-te para o pé de mim. Eu num sofá e tu noutro, eu via um filme e tu brincavas com a gata... íamos conversando simplesmente. Senti-te como um bom amigo ali ao meu lado, notei a nossa cumplicidade e gostei que te tivesses lembrado de passar por cá. Mas não me apeteceu beijar-te. E isto não pode funcionar "a dias"... Que é que se passa comigo? Acredita que é mais doloroso não saber o que sinto e o que desejo, do que se estivesse profundamente apaixonada por ti e me dissesses que não podíamos ir mais além. Ao menos sabia...

quinta-feira, 4 de março de 2010

delicate

Recentemente dei por mim a afastar-te... estavas tão perto e, por alguma razão que ainda não me é totalmente conhecida, fugi. Talvez tenhas razão e só existem duas soluções, e por muito que gostasse que a segunda fosse possível, sinto que não é. Eu quero, juro que a coisa que eu mais quero é arrancá-lo do meu peito à força e lutar por ti. Mas não consigo... disseram-me que era medo. Achas que sim? Também ponderei e a verdade é que cheguei à conclusão de que é isso mesmo: tenho medo de me aproximar demais e sair derrotada novamente. Admito agora que o que vivi é impossível de esquecer, de transpor para palavras, é até mesmo difícil continuar a aceitar as memórias, que teimam em parecer de um passado tão próximo que pressinto, por vezes, ainda pertencerem à minha presente realidade. Também tu me fazes duvidar, mesmo conhecendo-te tão bem e admirando cada um dos teus defeitos... tenho medo que a nossa relação não deva passar da amizade. Afinal, já tentamos uma vez, não foi? A única coisa que alenta este meu sentimento por ti, e que desconheço para ser sincera, é a diferença que reside na confiança que agora temos e que no início era inexistente... a nossa relação evoluiu, mesmo que tenhamos passado de "namorados", ou qualquer coisa do género, para amigos. Sinto-te agora mais próximo do que nunca: partilhamos segredos e já não me preocupo com o que devo ou não fazer ao teu lado, porque me sinto "em casa". A tua companhia é reconfortante, e ao contrário do que acontecia no início, sinto-me agora capaz de te acordar a meio da noite para te falar dos meus problemas e "pesadelos". Achas que é suficiente para duvidar do que detemos juntos agora? E insuficiente para ultrapassar o temor que guardo comigo?
Sinto-me frágil, delicada. Gostava que me percebesses... que captasses os sinais e seguisses o trilho que tenho escrito, discretamente, para ti. Embora às vezes sinta que consegues ver através dos meus olhos e das minhas atitudes, não intencionadas, de te afastar; vejo logo a seguir que não é verdade: estamos na mesma.
Não encontro razões para não estar preparada para avançar, mas algo me puxa e me obriga a dar três passos atrás a cada dois em frente... e não consigo dizer-te; não consigo demonstrar-te o quanto me fazes sentir bem; ainda não me sinto capaz de entregar o meu coração, ainda dolorido e amachucado.

segunda-feira, 1 de março de 2010

something's missing

Talvez pudesse... mas o que faço se me falta a coragem e os joelhos quebram?!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

friends, lovers or nothing

Sabes o que reparei? Não me tinha realmente ocorrido que para o ano não te ia ver mais na escola... e quando disseste que estavas a pensar sair no terceiro período, apressaste as coisas. No momento em que o disseste, e lembro-me que apenas te sorri sem qualquer demonstração de dor, caiu-me mal. Magoou-me. Descobri que preciso de te ver diariamente. Já viste? Só agora descobri que preciso de te ver diariamente. Não sei o que pensar , as respostas que me dás não chegam, porque nada vai de encontro àquilo que eu sinto... às vezes estás tão ausente, e eu não sinto a tua falta: não sinto a tua falta e não penso em ti - como se não fosses assim tão importante. Mas és, eu sinto-o quando descontraidamente me abraças, e sei que nunca to disse: eu gosto quando os teus braços envolvem os meus ombros, sinto que se encaixam; às vezes, mesmo que poucas vezes, tu aproximas-te e pressinto que eras capaz de, tal como os teus braços nos meus ombros, te encaixares no buraquinho deste coração que continua apertado. Será uma ideia assim tão descabida? Desculpa então... por nunca to dizer e fazer de conta que somos óptimos amigos. Talvez até sejamos, e a culpa de toda esta minha confusão... gostava de saber. Porquê que secretamente, mesmo que poucas vezes, desejo de ti mais do que, provavelmente, és capaz de me oferecer?... a culpa é minha por não saber em que parte do meu coração te colocar: por não saber distinguir aquilo que somos.

Talvez devas saber: descobri que preciso de te ver diariamente.
E mais uma coisa: perdoa-me por nada disto fazer sentido.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

keep it

Estava tudo bem. Continua a estar tudo bem. Foi só agora que senti isto: uma picada no coração quando de repente, a meio de um exercício de física, me vieste atrapalhar o pensamento. Já não me acontecia desde há bastante tempo, longínquo e tu bem sabes; ou melhor, não sabes, no tempo em que andava extasiada contigo: no tempo em que não te conhecia e quase te perseguia sem dares por isso, no tempo em que precisava de uma distracção para esquecer o outro. Nunca o cheguei a esquecer, mesmo quando as minhas estouvadas fantasias contigo se tornaram realidade: pior, foram o suficiente para me provar que tinhas sido apenas isso, uma distracção. Mas sabes...? Gosto da forma como nos tornámos amigos; gosto da forma como agora me cumprimentas quando passas por mim; gosto da forma como te preocupas e te ris comigo.
Sabes...? Gosto de ti. Não da mesma forma tonta e precipitada do início, mas de forma cuidada, anormal; simples, leve. Agora atrapalhas-me o pensamento, chegas a magoar-me só de seres tão ambíguo e ao mesmo tempo previsível. E é estranho porque me sinto desconfortável quando de repente me apercebo de que estou a pensar em ti: assim sem mais nem menos, sem quando nem porquê, só. Quando de repente me rio sozinha ao relembrar-me de uma piada que tenhas dito e que na altura não percebi. Quando me acontece alguma coisa e me apetece ir a correr contar-te, como quis partilhar contigo a minha tamanha felicidade pelo John vir cá; que tu não percebes e eu não me importo. E concluo que realmente me sinto bem ao teu lado, como quando me deito simplesmente com os phones serenos nos ouvidos no sofá, de luzes apagadas e cortinas fechadas, enquanto o resto da casa se encontra num perfeito e harmonioso silêncio, pacífico; se é que isto tem sequer potencial para ser uma espécie de analogia.
É diferente, percebes? A picada que sentia antes de te conhecer, e a picada que sinto agora que somos tão chegados. É diferente e eu não consigo compreender: aliás, acho que não quero compreender. A verdade é que não o sinto sempre, aparece inesperadamente, em alturas completamente desapropriadas; outras vezes espero e não vem, e então penso que não é nada, não é nada. Tenho medo. Isto tudo assusta-me e acho que continua a ser doloroso para mim passar disto, gostar mais; porque já gostei mais uma vez e agora dói; porque não quero perder isto que construímos e porque tenho medo.
Apesar de tudo, e agora não porque tenha medo, gosto do que tenho contigo e só preciso que continues assim: a amparar-me.