terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sam #2

Odeio a expressão "deixo-o a marinar". Não suporto, não há nada a fazer.

(e afinal não foi um agradable dia de estudo)

Adoro*

E mais um agradable dia de estudo.

*ou então não adoro nada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Believe.


Às vezes - quando estou cá por casa e o tempo parece definhar-se por si próprio, quando o mundo lá fora me parece distante e não tenho os teus braços sob os meus ombros – questiono-me se será possível amar-te mais ainda. A verdade é que me possuis o pensamento a todas as horas do dia, e ainda que a certas alturas duvides do quanto preciso das tuas mãos em conjunto com as minhas, quente no frio, não sou capaz de deixar de me sentir cada vez mais apaixonada por ti. E também sei que existem ocasiões em que parece que quase te escapo por entre os dedos, como se quisesse de facto afastar-me do teu abraço – mas quanto a isso não sei bem o que te diga. Gostava de poder dar-te razões plausíveis, palavras concretas, algo que te faça perceber de uma vez por todas que não me irás perder. Talvez só não esteja habituada a ter-te a tempo inteiro, talvez às vezes precise de acelerar o passo, só para poder depois olhar para trás e ver que ainda lá estás, à minha espera. Sabes o que mais aprecio em ti? Essa paciência. E eu que nunca esperei vir a pensar isto, mas a verdade, meu amor (deixa-me sentir o peso destas palavras), é que aos meus olhos és perfeito.

Adoro o contorno do teu queixo. A forma do teu pescoço quando te inclinas para me beijar a testa. Quando a tua cabeça cobre a almofada e tens os olhos fechados, gosto de apreciar os contornos do teu rosto: as linhas dos teus lábios, as tuas longas pestanas contra a pele dos meus dedos. A tua respiração opondo-se à minha, o sabor do oscilar do teu peito. E de repente perco-me no teu colo. Sempre do mesmo jeito. “Em que pensas?”. E eu dir-te-ia que penso que és perfeito, mas as palavras ficam-me sempre cravadas na garganta. Por isso te sorrio, e mesmo sem compreenderes, sorris de volta. Não consigo ainda acreditar que estás aqui ao meu lado. Ainda não sou capaz de perceber que estou finalmente feliz – que te encontrei.

14:44h

E vou agora ali para a sala continuar o meu suposto estudo. (mas se calhar ainda sou capaz de ver um filmezito antes - só um!).
E mais uma coisa: aparentemente passei a ser Touro. Vê-se logo que há gente que não tem mesmo mais nada que fazer do que inventar signos novos (serpentário? shame on you!); sem querer ofender as pessoas que até atribuem grande importância a este tipo de coisas, está claro.

Parvinha.

Não sei que raio problema tenho - só sei que tenho tendência a estragar um bocadinho tudo o que seja perfeito. E pronto, depois ouço daquelas coisas: "és tão mázinha", "és mesmo a insensível". E não sou nada, juro que não. Mas coisas perfeitas não dão para mim, vá-se lá saber porquê. Isto porque, gaja que sou, devia era andar por aí à procura do príncipe encantado e da história que pudesse contar e que não incluísse um único defeito - mas não, agora que o meu campo amoroso está mais estável do que nunca e até me posso gabar de não ter nada de que me queixar, ando assim armada em parva. E sou, às vezes consigo ser mesmo parvinha.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vê-se logo que estou a estudar muito. Right.

Sunday.

E para esta tarde de Domingo - em que o sofá está ali continuamente a piscar-me o olho em jeito de provocação e tenho montes de filmes gravados na tv à minha espera - tenho programado ficar na companhia de livros. De Matemática, entenda-se; já que quarta-feira é dia de teste intermédio e eu estou completamente lixada! Pois, triste vida a minha.

Sam #1


Sou uma leitora compulsiva. É raro não ter um livro na mesinha de cabeceira.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Palavras insuficientes.


Não me sinto capaz de te escrever e descrever - as palavras parecem-me sempre insuficientes, como se também elas perdessem o seu encanto quando colocadas ao teu lado. Mas sei, ainda assim, que à medida que te entrego o meu coração, mais doloroso fica. Encontro assim uma forma de sofrer-te com prazer. Dá para me entenderes? Não és uma dor que me sufoca, não te apresentas susceptível a desilusões e enganos - antes pelo contrário: contigo sofrer parece-me imperativo, como se esta ânsia de te ter a todo o instante me enchesse o coração. São as saudades de horas que me provocam estas incompreendidas pontadas no peito; é pela tua fugaz e temporária ausência que me tremem os joelhos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Das bebedeiras.


A melhor coisa que podias ter feito era dar-me aquele abraço. Tinha saudades tuas, essa é a verdade. Por muito tempo que passe, a tua amizade vai ser sempre importante para mim. E também eu sinto falta das nossas tardes, das conversas que tínhamos e do contacto, da cumplicidade que costumávamos manter. Sinto falta de fugir e agarrar um cigarro às escondidas contigo, de sermos três a ir às compras e acabarmos com segredos que nunca mais esquecerei. Não penses que foi fácil para mim. Manter toda esta distância, perder a confiança, quebrar laços tão fortes; não foi. Chorei muito por tua causa, e tudo o que acabou por acontecer ainda hoje me magoa muito. E por isso às vezes ainda me encontres frio o olhar, ainda pressintas a estranheza na voz e a distância nos meus passos - vai continuar a acontecer. Por muito que queira, por vezes só consigo contemplar a imagem dele em vez da tua, ainda me trazes todas as duras recordações, as que tanto quero afastar e esquecer. E daí que me sinta na necessidade de te dizer que nada entre nós vai voltar a ser como era: as coisas mudaram, inclusive muito de mim e do que sou, tal como tu. Não podemos simplesmente voltar a ser as mesmas, eu não acordo de repente e sinto que tudo está como era. Mas eu quero realmente pôr tudo atrás das costas, fechar esse capítulo da minha vida. Agora estou a abrir um novo, e sinto-me tão bem nesta nova fase - no entanto, gostava que pudesses também fazer parte dele. Gostava de poder ter-te ao meu lado e confiar-te desabafos, como costumávamos fazer. Eu também sinto a tua falta e às vezes também eu quero embebedar-me para te falar como antigamente. Mas sinto que aos poucos podemos reconstruir tudo, do nosso jeito e sem pressas. Talvez. De qualquer das formas, espero que saibas que ouvir-te dizer todas aquelas coisas, enquanto as tuas lágrimas se agarravam bruscamente ao meu ombro, me fez muito bem. Porque também eu tinha saudades tuas.