segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Diz-me


Temo confundir-te os sentimentos, interpretar-te incorrectamente gestos e palavras. A certas alturas sinto que te quero interromper, parar o momento, pedir-te explicações minuciosas sobre cada aceno, cada mover de lábios, cada olhar, cada balancear da cabeça ou de corpo; e por isso dou por mim a fazer um colossal esforço de memória para te recordar com outra rapariga, comparar-te expressões e trejeitos, maneiras de estar. Já não sei quando dar razão à consciência: diz-me, ainda que raramente para ser sincera, que me desejas tanto ou mais quanto te desejo, e tal afirmação surge-me com tanta força que chego realmente a acreditar; mas a maioria dos meus dias é preenchida com o seu oposto, grita-me em modos desesperados que tamanha amizade não se arrisca por meros instantes de paixão, ainda que se venham a tornar mais frequentes. Diz-me tu, porque não aguento mais viver nesta incerteza, se devo a todo o custo arrancar-te do pensamento.

domingo, 8 de agosto de 2010

Confess Myself #5


I love my girls :-)
(isto não é normal, por isso fiquem felizes hum?)

sábado, 7 de agosto de 2010

Confess Myself #4

Às vezes escrevo-te mensagens que, sei, nunca terei coragem de enviar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Heavier things


Continuo a representar este papel, porque não sei realmente o que fazer quanto te tenho ao meu lado. Devo segurar-te a mão? É suposto sentir-me demasiado confortável entre os teus braços, quando acidentalmente me abraças? E se desejar beijar-te quando por raras vezes te zangas? É que não consigo parar de te olhar, enquanto me conduzes a casa, como se te quisesse já perceber os traços do rosto, o teu sorriso por inteiro, como se não pudesse perder-te o olhar por um único segundo.
Às vezes gostava que me lesses, que te visses a ti próprio por entre estas palavras que tão desesperadamente te dirijo. Falta-me a coragem de te falar, de te olhar com a paixão que de tempos a tempos ainda te sinto. Não compreendes? O que me pesa no sono é a tua ausência, a falta desses teus beijos que nunca tive tempo de apreciar; o que me pesa no sono é o facto de não saber lidar com a tua presença; de te saber por perto sem me recordar da forma das tuas mãos juntas com as minhas. Pesa-me não saber o que esperar de ti.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Wish you were

I'm still in love with who I wish you were

Kate Voegele - Wish You Were

sábado, 31 de julho de 2010

Paper


Vamos todos fazer figas para a Eve amanhã conseguir dar um passo em direcção ao seu sonho. Já sabes que estarei lá contigo, a rezar para que saias daquela porta com o raio do papel na mão :-)

Confess Myself #3

Não sei de que gosto menos: se da tua presença, se das tuas ausências.

terça-feira, 27 de julho de 2010

unreadable

Sinto falta dos teus beijos postos em palavras, dessa junção de letras com que costumavas beijar-me a pele. Às vezes ainda te pressinto a escrita, como se ainda me dirigisses essas cartas que nunca cheguei verdadeiramente a ler. "Devagarinho", dizias, e mostravas-me aos poucos, um pedacinho de cada vez, frase a frase e depois parágrafo a parágrafo até eu te implorar. Já sem forças voltavas a abrir o envelope, e como se te carregasse a vida deixavas-me dar uma olhadela rápida. Não querias que te decorasse, preferias surpreender-me com textos imprevistos e momentos fortuitos. Cheguei a acreditar que tinhas poder sobre as palavras, porque as usavas tão facilmente, combinando-as entre si como se se encaixassem realmente, e dominavas a técnica de as desenhar sobre mim, porque juro que ainda sinto a tua mão nas minhas costas empunhando a caneta, delineando cada letra na perfeição. Vai-se desvanecendo aos poucos, sabes, a tinta que em tempos deixaste gravada no meu coração, e é com dificuldade que ainda te recordo a voz com que me lias. Mas não desaparece, indelével e permanente, apenas se torna ilegível.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

If you know


Se soubessem o que me vai na cabeça às vezes (suspiro).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Doubts


Às vezes (muitas vezes) pergunto-me quando irei parar com estas indecisões. Parece que não acabam: no momento em que tenho qualquer espécie de revelação, apercebo-me de que com ela só vêm mais e mais dúvidas.